domingo, 14 de outubro de 2018

EXPOSIÇÃO "COMEMORAR MARIA CECÍLIA CORREIA"


EXPOSIÇÃO "COMEMORAR MARIA CECÍLIA CORREIA"






Em 2019, celebra-se o centenário do nascimento de Maria Cecília Correia (1919-1993) e irá 
estar patente, na Biblioteca Nacional, uma exposição sobre a sua vida e obra.
Em “antecipação”, a Biblioteca da Junta de Freguesia da Estrela orgulha-se de acolher a Exposição Biográfica “Comemorar Maria Cecília Correia”, agradecendo a iniciativa e a disponibilidade dos seus curadores: António Castilho (filho da autora, que colaborou na ilustração e edição de alguns dos seus livros) e Eleonor Castilho (neta da autora, que reside na nossa freguesia); ambos têm vindo a dedicar-se, com o apoio da família, ao estudo do legado de Maria Cecília Correia.

Maria Cecília Correia foi uma das nossas maiores escritoras de Literatura para a Infância. Deixou-nos um conjunto de livros de grande sensibilidade, inspirados no real, no quotidiano e cujas histórias têm como tema o mundo da criança, a beleza, o sonho e a magia. O seu primeiro livro Histórias da Minha Rua, com ilustração de Maria Keil, foi publicado em 1953, tendo recebido o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho.
Muitos dos seus textos continuam hoje presentes nos livros escolares e as suas obras integram diversas Bibliotecas espalhadas pelo mundo. Escreveu também para adultos.

Contamos, pois, com a vossa presença para a inauguração desta Exposição, no dia 18 de Outubro, às 18 horas, que será essencialmente um momento informal de encontro e partilha sobre a vida e obra desta escritora. A Exposição estará patente até 16 de Novembro.

Bem vindos !  

        Melhores cumprimentos,
        Rosário Baptista

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

MOSTRA ESPÓLIO "VENDEDORES DE JORNAIS"

MOSTRA ESPÓLIO "VENDEDORES DE JORNAIS"









Fundada em 1921, a Coletividade “Vendedores de Jornais Futebol Clube”, com sede na Rua das Trinas, fechou recentemente por não conseguir suportar o aumento da renda do imóvel onde estava instalada. É riquíssima a história desta Coletividade, que organizou a Marcha da Madragoa de 1934 a 1981. Outro facto relevante, pouco conhecido, é que o Almirante Gago Coutinho, que residiu durante setenta anos na Rua da Esperança, se relacionou de forma muito próxima com esta Coletividade, da qual terá inclusive sido presidente nos anos 40, e à qual legou alguns documentos e objetos pessoais que se revestem de inestimável valor patrimonial.
Após o encerramento, este valioso espólio foi doado à Junta de Freguesia da Estrela que assume agora a  a responsabilidade de o preservar e divulgar, o que implica aprofundar a sua análise/estudo, bem como um investimento significativo na sua conservação. Esta “Mostra” é, pois, essencialmente um primeiro momento de divulgação / partilha com a comunidade deste património.

A Mostra estará patente até ao final do mês, no horário de funcionamento da Academia Estrela.
Contamos, como sempre, com a vossa presença e apoio na divulgação.


Rosário Baptista

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

LIVROS DE MÃO EM MÃO

LIVROS DE MÃO EM MÃO NO JARDIM DA ESTRELA

O assinalável êxito do evento "Livros de Mão em Mão" faz-nos lembrar a importância  que o livro e a poesia sempre tiveram ao longo dos séculos na valorização da Humanidade.

Aqui transcrevemos os poemas que no espaço do evento estiveram patentes ao público e saudamos a organização pelo contributo prestado à cultura no nosso país.

Bem Hajam.







João Pinto Soares

domingo, 16 de setembro de 2018

O CONVENTO DE S. FRANCISCO DE PAULA


O CONVENTO DE S. FRANCISCO DE PAULA

O Convento de S. Francisco de Paula na Rua Presidente 
Arriaga




Convento e igreja de S. Francisco de Paula


Convento de S. Francisco da Paula - esquina com a Rua Ribeiro Sanches



 

Convento de S. Francisco de Paula, esquina com a Travessa de S. João de Deus

O Convento de S. Francisco de Paula

Enquadramento histórico


A Ordem dos Mínimos, fundada por São Francisco de Paula em 1435, consegue em 1717, no reinado de D. José I, a  autorização para fundar um hospício em Lisboa, numas casas à Pampulha cedidas pela Real Fazenda para o efeito. Tal pretensão veio a concretizar-se em 1719 por iniciativa de frei Ascenso Vaquero, tornando-se assim o penúltimo convento a instalar-se no eixo Madragoa-Calvário, importante zona de implantação de casas religiosas desde o período medieval, sendo possível encontrar quatro outras casas religiosas em torno da de S. Francisco de Paula: Convento do Santíssimo Sacramento, Convento de São João de Deus - no local do demolido Convento de São Filipe de Lisboa, Convento de Santo Alberto e convento de Nossa Senhora dos Remédios de Lisboa (Convento dos Marianos, onde hoje se encontram instalados a "York House" e a Igreja Lusitana Católica Apostólica evangélica, de comunhão anglicana).


A Construção do Convento


Do edificado inicial do convento pouco se conhece, sabendo-se que no local foi construída uma ermida autorizada  pelo Patriarca de Lisboa a 23 de Março de 1719, demolida na sequência das obras de construção da nova igreja que se iniciaram em 1743, mas que a falta de verbas foram protelando  ao longo da década seguinte.


A partir de 1753, a Rainha D. Mariana Vitória, princesa espanhola, filha de Filipe V e de Isabel Farnésio, esposa de D. José I, em agradecimento das melhoras de sua filha princesa da Beira futura Rainha D. Maria I de Portugal, reformou a suas expensas o hospício com traça do Arqtº. Inácio de Oliveira Bernardes, ao qual foi atribuído alvará régio de  elevação  a convento a 30 de Julho desse ano, e a partir de 1754, financiou as obras da igreja e procedeu à compra de novas casas e transformação de edifícios pré-existentes em áreas já urbanizadas, característica que impedia a adição de cercas de grandes dimensões. Assim, com a compra sucessiva de casas e terrenos em torno do primitivo núcleo, o convento passou a ocupar a totalidade do quarteirão compreendido pela Rua Direita de São Francisco de Pala (actual Rua Presidente Arriaga), rua do Olival, Rua Nova de São Francisco de Paula (então também conhecida por Travessa de São Francisco de Paula e actual Rua Ribeiro Sanches) e Travessa de São João de Deus, situação que se manterá até até à extinção do convento e à  tomada de posse dos seus bens pela Fazenda Nacional.



Inventário de extinção

Cerca de um ano depois da tomada de posse de todas as propriedades do Convento por parte da Fazenda Nacional, no seguimento da publicação do decreto que extinguiu todas as casas religiosas, das ordens regulares, tiveram início os procedimentos relativos à extinção do Convento de S. Francisco de Paula por Portaria Régia de 7 de Dezembro de 1833,sendo o inventário dos seus bens sido realizado entre 16 de Dezembro e 15 de Fevereiro seguinte.O convento possuía mais de uma dezena de propriedades divididas em "cazas", "barracas",e "fornos". a grande maioria arrendadas e inseridas no quarteirão do convento ou dispersas pela Rua do Olival.A partir de Julho de 1835 as diferentes casas do convento foram vendidas a particulares para fins residenciais, tendo o edifício do noviciado sido adquirido a partir de 1861 pela família Shindler tendo passado a ser conhecido por palácio Shindler. Também no edifício de gaveto com a Rua Ribeiro Sanches esteve instalado, em 1944 o Instituto Geográfico e Cadastral.

 João Pinto Soares













sábado, 28 de julho de 2018

A SEDE DA CRUZ VErMELHA PORTUGUESA


           A SEDE DA CRUZ VERMELHA PORTUGUESA

vista do Jardim 9 de Abril


Palácio do Conde de Óbidos - Actual Sede da Cruz Vermelha Portuguesa, no cimo do Jardim da Rocha. O acesso a partir da Av. 24 de Julho faz-se através da Escadaria José António Marques. Encostado ao Palácio pode ver-se o edifício do Convento-Hospital de S. João de Deus. 



Escadaria José António Marques
D. Vasco de Mascarenhas - primeiro Conde de Óbidos

O Palácio da Rocha do Conde de Óbidos, também conhecido por Palácio Óbidos - Sabugal, foi mandado construir no segundo quartel do século XVII por D. Vasco de Mascarenhas, alcaide-mor e primeiro Conde de Óbidos, na antiga cerca do Convento das Albertas, hoje Jardim 9 de Abril, também conhecido por jardim  da Rocha do Conde de Óbidos, onde se situa o actual miradouro com o mesmo nome e o Museu Nacional de Arte Antiga.

                 A Sede da Cruz Vermelha Portuguesa


A actual "Cruz Vermelha Portuguesa" foi fundada em 11 de Fevereiro de 1865 pelo médico militar José António Marques, sob a designação de "Comissão Provisória para Socorros a Feridos e Doentes em Tempo de Guerra". No Jardim 9 de Abril, encontra-se uma peça escultórica  em  homenagem a este médico. Também a escadaria que liga a Av, 24 de Julho à Rua das Janelas Verdes tem o seu nome.  
A sede da "Cruz Vermelha Portuguesa" está instalada desde 1924, no Palácio do Conde de Óbidos.


João Pinto Soares

sábado, 7 de julho de 2018

PAMPULHA FLORIDA

PAMPULHA FLORIDA

PRAÇA DA ARMADA












RUA DO OLIVAL





TRAVESSA DE S. JOÃO DE DEUS




TIPUANA NO JARDIM 9 DE ABRIL


BUGANVÍLIA EM SANTOS-O-VELHO


SOLICITAMOS COLABORAÇÃO COM O ENVIO DE NOVAS FOTOGRAFIAS QUE POSSAM VALORIZAR A MOSTRA AQUI APRESENTADA. 

DESDE JÁ GRATOS

João Pinto Soares


sábado, 16 de junho de 2018

PLAQUINHAS NA PAMPULHA

PLAQUINHAS NA PAMPULHA

Quem percorre o Sítio da Pampulha encontra fixadas nas paredes umas curiosas plaquinhas em bronze, ou o lugar onde se encontravam, que registavam a altura do local relativamente ao nível médio das águas do mar.

Pela sua curiosidade e raridade aqui se regista para a posteridade a  localização de mais um património do Século XIX, que corre o risco de se perder.

Nesta data, foi feito o pedido à Câmara Municipal de Lisboa para a sua inclusão no Inventário Municipal de Património, Freguesia da Estrela, no Plano Director Municipal(PDM) . 





Praça da Armada (17.8)




Travessa de José António Pereira (9.9)





Beco dos Contrabandistas/Praça da Armada (17.2)



Travessa do Sacramento a Alcântara (22.6)

Rua de São Félix (71.0)




 

Rua de Buenos Aires, prédio Nº 39 (83.3)                            


Parede da Igreja do Senhor Jesus do Triunfo - Rua Possidónio da Silva (desaparecida)

NOTA - Agrdecíamos a quem a tiver em seu poder ou souber do seu paradeiro, que comunique a sua localização a fim de ser reposta no seu local original.

Pinto Soares