quarta-feira, 10 de maio de 2023

QUANDO O ELÉCTRICO ATRAVESSAVA A PAMPULHA



                                     QUANDO O ELÉCTRICO ATRAVESSAVA A PAMPULHA 


A COMPANHIA CARRIS DE  FERRO DE LISBOA 

A Companhia Carris de Ferro de Lisboa foi fundada a 18 de setembro de 1872, no Rio de Janeiro.  A intenção era implementar, em Lisboa, um sistema de transporte do tipo americano, com carruagens movidas por tração animal que se deslocavam sobre carris. A implementação foi autorizada a 14 de novembro do mesmo ano.



CARREIRA Nº 19 - SANTO AMARO (DEPOIS ALCÂNTARA TERRA) - ARCO DO CEGO

 


 

Inaugurada em 1901 e suprimida em 1991, esta carreira conheceu as seguintes alterações:

 

- SANTOS - SANTO AMARO (entre Novembro 1901 e Maio de 1904)

- SANTO AMARO - ARCO DO CEGO (desde então até Julho de 1966) - as fotos dizem respeito a este percurso

- ALCÂNTARA TERRA - ARCO DO CEGO (até à supressão em 7 de Abril de 1991)

 

Teve ainda um desdobramento, 19-A, entre o Arco do Cego e Rossio, depois Praça do Comércio, depois Praça da Figueira, depois Martim Moniz.

 

Existiu também uma carreira 19-B, de circulação, que operava em regime nocturno. Era sobretudo destinada aos frequentadores de vários teatros e por isso mesmo designada por "volta dos teatros". 

 

(Fontes: Luis Cruz-Filipe, e João de Azevedo, "Lisboa 125 Anos Sobre Carris")



Percurso:

 

Estação de Santo Amaro, Rua 1º de Maio, Largo do Calvário, Rua de Alcântara, Alcântara-Terra (Praça General Domingos de Oliveira), Rua Prior do Crato, Calçada da Pampulha, Rua Presidente Arriaga, Rua das Janelas Verdes, Largo de Santos-o-Velho, Calçada de Santos (posteriormente Ribeiro Santos), Largo de Santos, Largo Vitorino Damásio, Largo do Conde Barão, Rua da Boavista, Rua de São Paulo, Largo do Corpo Santo, Rua do Arsenal, Praça do Município, Praça do Comércio, Rua da Prata (sentido ascendente) / Rua dos Fanqueiros (sentido descendente), Praça da Figueira, Poço do Borratem*, R. Martim Moniz* (sentido ascendente) / Rua da Palma*, R. D. Duarte (sentido descendente), Largo Martim Moniz, Rua da Palma, Av. Almirante Reis, Rua dos Anjos (depois Av. Almirante Reis e Rua Febo Moniz), Largo de Santa Bárbara, Rua Passos Manuel, Jardim Constantino, Rua Pascoal de Melo Largo e Rua D. Estefânia, Arco do Cego.

 

Os locais:

Estação de Santo Amaro 

 

Estação de Santo Amaro

Rua 1º de Maio

Largo do Calvário
Rua de Alcântara

Rua de Alcântara 


Alcântara-Terra (Praça General Domingos de Oliveira)

Alcântara-terra (Praça General Domingos de Oliveira), visão oposta

Rua Prior do Crato (terminal de Alcântara-Terra apartir de 1966) 


Rua Prior do Crato (terminal de Alcântara-Terra a partir de 1966), noutra perspectiva
 

Rua Prior do Crato

Calçada da Pampulha

Calçada da Pampulha (viaduto)

Rua Presidente Arriaga

Rua das Janelas Verdes

Largo de Santos-o-Velho

Calçada de Santos (posteriormente  Ribeiro Santos)

Largo Vitorino Damásio
Largo do Conde Barão

Rua da Boa Vista 


Rua de São Paulo 


Largo do Corpo Santo
Praça do Município
Praça do Comércio
Praça do Comércio

 

Rua da Prata (sentido ascendente)


Rua dos Fanqueiros (sentido descendente)

Praça da Figueira

Poço do Borratém  (sentido ascendente)


Rua da Palma (sentido descendente)

Largo Martim Moniz

Rua da Palma (zona entretanto demolida para dar lugar ao atual Largo Martim Moniz)

Rua da Palma

Av. Almirante Reis

Rua dos Anjos

Rua Febo Moniz


Largo de Santa Bárbara

Rua Passos Manuel


Jardim Constantino 


Rua Pascoal de Melo

 
Largo D. Estefânia


Rua Dª. Etefânia


Arco do Cego/Av. Rovisco Pais/Av. Duque de Ávila

Arco do Cego 

 



João Pinto Soares


terça-feira, 15 de novembro de 2022

LINHA VERMELHA DO METROPOLITANO DE LISBOA


 Prolongamento da Linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara do Metropolitano

 de Lisboa

 

CONTRIBUTO PARA A CONSULTA PÚBLICA

 

O Metropolitano de Lisboa, para além da sua função social no que diz respeito á mobilidade,  tem também a obrigação de defender o património da cidade.

 

 

É a defesa do património da cidade de Lisboa que o Metro. em conivência com o Ministério do Ambiente e Acção Climática e a Câmara Municipal de Lisboa, está a pôr em causa com o prolongamento da linha vermelha de São Sebastião até Alcântara, a construção prevista  de quatro estações: nas Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara e ainda três poços de ventilação durante o seu percurso.de quatro quilómetros.

 

Esta obra que agora o Metropolitano de Lisboa pretendo construir, colide em toda a sua  extenção com  uma zona de excepcionais valores   naturais, culturais e monumentais da cidade de Lisboa, que deverão a todo o custo ser preservados, sendo que os interesses para a cidade agora postos em causa, excedem em muito  as  possíveis vantagens para a população em termos de mobilidade.

 

Quando assistimos em todas as cidades do Mundo civilizado a procura de um equilíbrio com a Natureza, defendendo a biodiversidadee e a qualidade do ar que resulta do aumento dos espaços verdes, nâo encontramos no projecto agora em apreço,  qualquer preocupação com o arvoredo, e quando escolhe um jardim histórico para sob ele construir uma Estação,  como é o caso flagrante do Jardim da Parada em Campo de Ourique , ou menos flagrante porque enterrado da Tapada das Necessidades, está tudo dito.

 

Não se vê neste projecto nenhuma referência á defesa das árvores.ou preocupação com o património histórico,  mas únicamente uma preocupação de defesa dos interesses económicos da Empresa Metropolitano de Lisboa, E.P. E.

 

Todo este projecto é gravoso para a cidade de Lisboa com especial destaque para a Estação de Campo de Ourique, que quanto a nós deverá ser relocalizada, salvaguardando o jardim da Parada; a Estação de Alcâmntara deverá ser enterrada, salvaguardando a integridade do Baluarte do Livramento e todo o conjunto paisagista de Alcântara já tão sacrifidado no passado pelo fator  da mobilidade; o Conjunto das Necessidades Convento, Palácio, Tapada, jardim Olavo Bilac e fonte Monumental; Avenida InInfante Santo, defesa dos dois geomonumentos aí existentes, bem como do Chafariz da Cova da Moura.


Estas são algumas das nossas preocupações, pelo que  a nossa posição é de total discordância do projecto, devendo o mesmo ser revisto  por uma comissão independente que estude e acompanhe o processo depois de reformulado.


João Pinto Soares

 

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

PAINEIS DE AZULEJOS

 PAINEIS DE AZULEJOS DE SANTOS NAS FACHADAS DE PRÈDIOS EM LISBOA



                                                   FREGUESIA DA MISERICÓRDIA


                                                            FREGUESIA DA ESTRELA

sexta-feira, 7 de maio de 2021

REDE CIRCULAR DO METRO DE LISBOA

 REDE CIRCULAR DO METRO DE LISBOA

Espanto e vergonha

Será que alguém poderá não sentir vergonha pelo que está a acontecer na Estrela, em prol de uma forma de progresso discutível, que contribui para a descaracterização da nossa cidade de Lisboa, sacrificando o solo, o bem mais precioso nas cidades, tanto mais quando revestido de espaços verdes. Será que tudo isto não poderia ter sido feito de outra maneira, salvaguardando os valores naturais e históricos em presença?

Gostaríamos de saber o que está previsto para a requalificação do local em apreço, e aqui apelamos para que urgentemente seja constituída uma comissão de acompanhamento constituída por técnicos públicos e privados, ligados aos espaços verdes, por vaticinarmos serem estes os principais sacrificados pelo desenvolvimento do processo em causa, que verificamos não merecerem das entidades envolvidas o cuidado e atenção devidas.


João Pinto Soares